Eu tive um sonho...

Eu tive um sonho...
[Se Luther king pode, por que não nos?]
Sonhei que não se chamava de possessão as doenças psíquicas de um mundo doente e adoecedor, nem tão pouco se lucrava ou se fazia shows pirotécnicos com estas lastimas a que toda alma esta sujeita.
Sonhei que os cristãos não se precisavam de rosas ungidas, agua de Israel, óleos santos, toalhinhas ou fronhas. Só o evangelho da cruz era suficiente para o despertar da fé. Que este antigo medievalismo da religião tinha sido superado.
Sonhei que a teologia da prosperidade tinha sido extinta e que havia em todos a certeza que não há prosperidade maior que esta contente com o que recebeu das mãos de Deus. Seja no pouco, seja no muito.
Sonhei que não se fazia terrorismo teológico ou psicológico nas pessoas em relação ao diabo, ao pecado ou a culpa. Que elas eram instruídas a romperem seus medos em nome da única definição de Deus na bíblia; O amor... Pois de fato o verdadeiro amor lança fora todo medo. Na cruz foram todos vencidos.
Sonhei com uma teologia viva e pratica. Que encontrava Deus nos becos e vielas de nossas ruas amaldiçoadas e carentes de caridade. Uma teologia que não encarcera Deus a seus pressupostos e que sabe a todo instante que há mais mistérios entre a terra os céus e a tradição que ela possa compreender. Uma práxis de mãos estendidas.
Sonhei com uma igreja que rompia os vínculos com os falsos profetas e usurpadores das consciências de pessoas honestas e singelas que só desejam verdadeira paz de espirito. Sonhei que a estes falsos profetas não era mais permitido usar o nome da igreja para suas campanhas politicas, sem preocupações éticas ou morais e enriquecimentos ilícitos de todas as ordens.
Sonhei que a moda “gospel” havia morrido e com ela esta empresa multimilionária que enche os cofres aqueles que atraem a seus redutos verdadeiros zumbis. Que tornam obsoletos seus produtos com a mesma demanda dos mercados de balança enganosa. Que escravizam em nome de Deus.
Sonhei com pastores que incentivavam seus rebanhos a pensarem, a se auto-criticarem e a sempre questionarem suas ações a luz da palavra de Deus. Com pastores que não eram alienados que alienavam. Mais homens de espirito piedoso que transformavam suas igrejas em escolas do saber. Que libertavam seus liderados das amarras da ignorância e da anencefalia que hoje vivemos. Lideres que não se pensavam como superiores, super-homens de nenhuma forma, que recolhia as criticas lançadas ao mesmos com humildade. De nenhuma forma amaldiçoando seus críticos, mais sempre refletindo se esta realmente no caminho certo.
Sonhei com a morte do pragmatismo evangélico, na mentalidade de se esta funcionando então “é de Deus”. Sonhei que os métodos empregados nas igrejas eram mais bíblicos que mercadológicos.
Sonhei com uma igreja bem mais relevante a sociedade, que não negocia seus valores intrinsecamente bíblicos e cristãos, mais que tenta responder de forma objetiva, clara e contemporânea os anseios de uma sociedade que bate a suas portas, e que não deseja ver nela uma instituição anacrônica.
Se Martir Luther King teve a ousadia de sonhar, numa época em que seus sonhos não passavam de utopia, por que não eu...? Se os sonhos deste grande homem de Deus se tornaram realidade e ainda se tornam cada vez que o preconceito racial é rompido, por que não os meus...?
Tenha um sonho, ouse sonhar...
Pr Valdinei Santana

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